Bom, bora aproveitar que é domingo (apesar de ser dia normal de trabalho) e contar mais um pouco das aventuras em São Paulo.
Depois da ressaca de quarta-feira, acordei na quinta (4) querendo mais. Como na quarta tinha feito um frio filho da puta, desci no Brás pra comprar um casaco. Ha ha ha. O comércio é popular, mas o preço é de atacado. As poucas coisas que achei bacanas só podiam: ou ser compradas com CNPJ ou acima de 40 itens. Ok, next!
Achei um casaco lindo, preto, emborrachado, perfeito pra mim que ando de moto. Além disso, comprei uma malha de lã e a minha tão sonhada mochilinha de tactel (uma que tão usando agora pra, segundo os vendedores Brásianos, "carregar coisas de futebol".
O bairro do Brás é só pra compras mesmos. Passei na frente da escola onde o Fagner estuda (e fiquei sabendo há pouco que ele ganhou a bolsa de estudo que estava esperando para continuar estudando. Fico feliz! Ae Fagnete! Go, bitch, go!) e conheci as ruelas de compras. Mas não tem nada mais. O bairro é meio feio, as pessoas mal arrumadas, nem parece São Paulo. Ok, parece sim. Tem trânsito, tem muita gente e tem sotaque.
Segui pra Liberdade, pra almoçar. Também tem comércio, tem ambulante, mas é lindooooo! Super organizado, limpo, bonito e cheio de gente pra encher os olhos. E nesse local, vivi uma das experiências mais cosmopolitas da vida: almocei em um restaurante chinês, servido por uma...
NORDESTINA! Hahaha "Tu vai querê tempurá, é? Guentaí bichinho que vejo já se vai saí"...
Comida boua, não cara e típica. É, acho que só São Paulo tem disso. Da Liberdade, segui pro Masp e parque Trianon. O parque é muito bonito, cheio de verde e de segundas intenções dos transeuntes. O Masp é belíssimo, vi uma exposição das gravuras de Marc Chagall e no segundo piso um apanhado do romantismo, onde visualizei Renoir, Picasso, Van Gogh, Modigliani e outros mestres. Uma tarde deliciosa, com garoa no final e segui pro Shopping Metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé.
Mas pq ir tão longe pra ir no shopping? Relôu! Tô passeando cara, quero mais é fazer bolha no pé! À noite, assisti "Não é o que você está pensando", com Murillo Flores, no Teatro Ruth Escobar. É uma peça meio sem propósito. Um stand up que não quer ser stand-up. Cara, se todo mundo mete o dedo, bora lavar a mão antes? O ator é bom, mas deixou a desejar. E aquele maldito microfone encheu o saco. Dele e nosso.
Dali fomos pro Largo do Arouche. Vc acredita que eles apontam onde moravam Ribamar, Edileusa, Caco Antibes, Magda e Cassandra, os personagens do Sai de Baixo? E o prédio nem parece aquele da abertura... O Largo do Arouche é um bairro mais antigo, cheio de michês e velhos sedentos por sexo com carne jovem. Achei triste, mas inusitado. Encontramos Xunior e amigos no bar... Sai de Baixo! Mas preferimos sentar no Odara. O curioso da noite foi o garçom. "É melhor escolher agora pq a cozinha tá fechando". Mal serviram nossa porção de calabresa, as portas desceram e ficamos mais alguns na calçada.
Depois de umas cervejinhas, risadas, descemos pra Danger. Uma fila enorme na porta, Salete Campari pra recepcionar, funcionários obesos suados e truculentos, uma maldita fumaça de cigarro (creio que não, pq eh proibido lá, mas era fedida). O lugar lembra muito o Bistrot daqui de CG. Mas a música é infinitamente melhor, a cerveja era gelada e a noite reservava surpresas inesquecíveis.
Lá pelas tantas, Fagner pisou no meu pé, o que deixou a unha esquerda roxa, e que está perigando cair (Porra, Fagner!). Dançamos muito, bebemos pouco (o cansaço começou a bater lá pelas 2h). Depois disso, anunciaram os shows da noite. Eu não sou o maior fã de show de drag (e depois do fiasco do Léo Áquilla em Sta. Fé do Sul há uns dois anos, caiu no meu conceito ainda mais essa apresentação), mas já que estava ali, bora encarar.
A drag que dublou a Beyoncé era ótima. Gostei muito. E em seguida veio a surpresa: show de sexo ao vivo! Oi? É comigo mesmo!
Entram duas mulheres nuas no palco. Uma alta e magra, cabelo comprido acho que vermelho e uma baixinha troncuda, loira de cabelo moicano. Elas deitam-se sobre uma toalha e começam a ser chupar. Quando você tenta desviar a atenção, um sujeito vestindo apenas um colete de guarda de trânsito entra de PAU DURO no palco, seguido por outro.
O que vemos a seguir é uma tentativa frustrada de excitar a plateia. Eles são mecânicos, sofregadamente ensaiados, com um pau meia bomba e um passivo chato e exibicionista. Teve gozada no final, mas achei triste também. Apesar de lembrar disso quase todo dia...
E c0m as bençãos de Baco, encerramos a noite. Ja já eu conto a sexta...
Abraço!
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Ooops! She did it again!

Eu disse, eu disse... Não foi a Brit-Brit que fez de novo. Putaqueopariu! Me diz, me diz, pq ela faz isso???
Depois de meses vendo na cabeça todas as imagems de Bad Romance, El Gaga volta com Telephone, em parceria com a Beyoncé.
Tarantino (Pussy Wagon, "You are a bad girl, Gaga. A very bad, bad girl"), as cores, as coreôs, as metalinguagens...
Agora é aguentar mais meses a imprensa especializada dizer que a coroa é dela. E não da Coroa!

segunda-feira, 8 de março de 2010
Na Paulicéia...
Oi relato virtual,
Ando sumido pois muitas coisas (como sempre) estão acontecendo. Já já eu conto.
Antes, preciso falar sobre o episódio mais urgente, divertido, único e inesquecível: minha primeira vez em São Paulo!
Não, não é dessa primeira vez que estou falando. E sim do meu primeiro contato, primeira visita, primeira estada na capital paulista. Na Paulicéia Desvairada, como disse Oswald (ou seria Mário) de Andrade...
Saí de Campo Grande na quarta (3) chegando em Campinas (voo da Azul é issoaê). Pego o busão até o Terminal da Barra Funda. Nunca tinha visto tanta gente junta. Nem em show, nem em procissão. Era uma multidão, uma muvuca, que seguia em linhas imaginárias, cada um pro seu destino. Uns chegam, outros se vão...
No metrô, baldeação com malas pesadas em meio à turba de transeuntes que vão para o trabalho, voltam da balada, seguem para o médico, continuam a nadar, a nadar...
Finalmente, chego a Estação São Joaquim, mais próxima da casa do amigo Fagner, que me abrigou no período. Logo na chegada, após descarregar as malas, fiz um típico programa paulistano: tomei uma média no bar da esquina.
Dali segui para a Catedral da Sé - maravilhosa, estupenda, belíssima (tentei tirar fotos escondido, mas as freiras são os melhores perdigueiros) - visitei o Marco Zero (inclusive onde sinaliza o Estado de Mato Grosso uno, antes da divisão, que nos criou (Amém!), e segui para a famosa 25 de Março.
Famosa pelos ambulantes, mas que não condiz com o título de comércio popular. Tudo muito caro se você não compra vultosas quantidades. Porém, muita coisa divertida, bacana e diferente. Comprei um exalador de essência para a casa e só! Não fui pra fazer compras (assim pensava eu no começo...).
Saí da 25 de Março (claro, acompanhado por Fagner e Xuão) e cheguei ao Mercadão Municipal. Ok, a fachada é bonita? É. O interior é grandioso? É. Mas não percebi taaanta diferença. Eles não tem sopa paraguaia e erva de tereré. Rá! E então, almocei o famoso sanduíche de mortadela do Hocca Bar. Grande, quente, pesado e caro. Foi bom. Lembrei do almoço o resto do dia.
Na saída, segui para a Estação da Luz no intuito de visitar a Pinacoteca do Estado e o Museu da Língua Portuguesa. Todo o trajeto foi feito a pé, com um calçado que não contribuiu para o Transitar do Turista na Capitarrr. Na Pinacoteca, vi muitas obras, esculturas de Rodin, quadros Pop e clássicos. Algumas áreas pareciam salas de casa de gente velha: quadros horríveis, cheiro de mofo e carpetes alérgicos. Que provocam alergia.
Saindo da Pinacoteca - não sem antes alimentar os passarinhos com o bolo de chocolate mais doce do planeta - fui pro Museu da Língua Portuguesa. E confesso: nem toda expectativa é frustrada ao final. O museu é muito bem estruturado. A apresentação atrás da tela de exibição é embasbacante, surpreendente. Confesso que chorei. Só de ouvir nossos belos escritores nas vozes de Bethânia, Nascscsddxstergaele (hehehe) e Elza Soares valeu muito a pena o esforço. Na saída, chuva! E nada de terra da garoa. Era toró mermo!
À noite, queijos e destilados para os convidados. Além de nós (Eu, Fagner e Xuão), Ju e Elvis (que moram com Fagner) e algumas amigas que foram chegando. Ah! Teve o Xunior, que bebeu muito, encheu o saco pq não ia embora e ficou na porta do aptº até 1h30 da manhã (a bebida acabou às 23h).
No mais foi isso do primeiro dia. Com tempo, eu coloco fotos e o relato dos outros dias. Abração e me leiam (quem por acaso passar aqui). E se ler, comentae!
Ando sumido pois muitas coisas (como sempre) estão acontecendo. Já já eu conto.
Antes, preciso falar sobre o episódio mais urgente, divertido, único e inesquecível: minha primeira vez em São Paulo!
Não, não é dessa primeira vez que estou falando. E sim do meu primeiro contato, primeira visita, primeira estada na capital paulista. Na Paulicéia Desvairada, como disse Oswald (ou seria Mário) de Andrade...
Saí de Campo Grande na quarta (3) chegando em Campinas (voo da Azul é issoaê). Pego o busão até o Terminal da Barra Funda. Nunca tinha visto tanta gente junta. Nem em show, nem em procissão. Era uma multidão, uma muvuca, que seguia em linhas imaginárias, cada um pro seu destino. Uns chegam, outros se vão...
No metrô, baldeação com malas pesadas em meio à turba de transeuntes que vão para o trabalho, voltam da balada, seguem para o médico, continuam a nadar, a nadar...
Finalmente, chego a Estação São Joaquim, mais próxima da casa do amigo Fagner, que me abrigou no período. Logo na chegada, após descarregar as malas, fiz um típico programa paulistano: tomei uma média no bar da esquina.
Dali segui para a Catedral da Sé - maravilhosa, estupenda, belíssima (tentei tirar fotos escondido, mas as freiras são os melhores perdigueiros) - visitei o Marco Zero (inclusive onde sinaliza o Estado de Mato Grosso uno, antes da divisão, que nos criou (Amém!), e segui para a famosa 25 de Março.
Famosa pelos ambulantes, mas que não condiz com o título de comércio popular. Tudo muito caro se você não compra vultosas quantidades. Porém, muita coisa divertida, bacana e diferente. Comprei um exalador de essência para a casa e só! Não fui pra fazer compras (assim pensava eu no começo...).
Saí da 25 de Março (claro, acompanhado por Fagner e Xuão) e cheguei ao Mercadão Municipal. Ok, a fachada é bonita? É. O interior é grandioso? É. Mas não percebi taaanta diferença. Eles não tem sopa paraguaia e erva de tereré. Rá! E então, almocei o famoso sanduíche de mortadela do Hocca Bar. Grande, quente, pesado e caro. Foi bom. Lembrei do almoço o resto do dia.
Na saída, segui para a Estação da Luz no intuito de visitar a Pinacoteca do Estado e o Museu da Língua Portuguesa. Todo o trajeto foi feito a pé, com um calçado que não contribuiu para o Transitar do Turista na Capitarrr. Na Pinacoteca, vi muitas obras, esculturas de Rodin, quadros Pop e clássicos. Algumas áreas pareciam salas de casa de gente velha: quadros horríveis, cheiro de mofo e carpetes alérgicos. Que provocam alergia.
Saindo da Pinacoteca - não sem antes alimentar os passarinhos com o bolo de chocolate mais doce do planeta - fui pro Museu da Língua Portuguesa. E confesso: nem toda expectativa é frustrada ao final. O museu é muito bem estruturado. A apresentação atrás da tela de exibição é embasbacante, surpreendente. Confesso que chorei. Só de ouvir nossos belos escritores nas vozes de Bethânia, Nascscsddxstergaele (hehehe) e Elza Soares valeu muito a pena o esforço. Na saída, chuva! E nada de terra da garoa. Era toró mermo!
À noite, queijos e destilados para os convidados. Além de nós (Eu, Fagner e Xuão), Ju e Elvis (que moram com Fagner) e algumas amigas que foram chegando. Ah! Teve o Xunior, que bebeu muito, encheu o saco pq não ia embora e ficou na porta do aptº até 1h30 da manhã (a bebida acabou às 23h).
No mais foi isso do primeiro dia. Com tempo, eu coloco fotos e o relato dos outros dias. Abração e me leiam (quem por acaso passar aqui). E se ler, comentae!
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